segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Chuva-de-ouro - Cassia fistula


* Nome Científico: Cassia fistula
* Sinonímia: Bactyrilobium fistula, Cassia bonplandiana, Cassia excelsa, Cassia fistuloides, Cassia rhombifolia, Cathartocarpus excelsus, Cathartocarpus fistula, Cathartocarpus fistuloides, Cathartocarpus rhombifolius
* Nome Popular: Chuva-de-ouro, Cássia-imperial, Canafístula, Cássia-fístula
* Família: Fabaceae
* Divisão: Angiospermae
* Origem: Sudeste da Ásia
* Ciclo de Vida: Perene
A chuva-de-ouro é uma árvore ornamental decídua, de floração espetacular, com seus belos cachos pendentes de flores douradas. De porte médio e crescimento rápido, ela alcança cerca de 5 a 10 metros de altura. Seu tronco é elegante, um pouco tortuoso, e pode ser simples ou múltiplo, com a casca cinza-esverdeada. A copa é arredondada, com cerca de 4 metros de diâmetro. As folhas são pinadas, alternas, com 4 a 8 pares de folíolos elípticos, acuminados e de cor verde-viva.

No verão desponta suas inflorescências, do tipo rácemo, pendentes e longas, com cerca de 30 cm de comprimento e com numerosas flores amarelas, pentâmeras e grandes. Os frutos que se seguem são do tipo legume, cilíndricos, de cor marrom, e contêm de 25 a 100 sementes lenticulares, castanhas, lustrosas, envoltas em uma polpa doce e com propriedades medicinais. Apesar da polpa ser comestível, as sementes são tóxicas e não devem ser ingeridas.

Isolada ou em pequenos grupos, a chuva-de-ouro se torna um centro de atenção no jardim, durante sua floração. No resto do ano ela também não fica pra trás, pois fornece uma sombra fresca, sem ser muito densa. Pode ser plantada em calçadas pois não apresenta raízes agressivas. Além de suas qualidades ornamentais, ela é utilizada em fitoterapia, tendo destaque especial na medicina Ayurveda. Suas propriedades incluem desintoxicação e depuração do organismo. Cuidado: a chuva-de-ouro têm propriedades tóxicas, e seu consumo deve ter sempre acompanhamento médico.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A chuva-de-ouro se adapta muito bem aos climas subtropical e tropical. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos curtos de estiagem. Multiplica-se por sementes que necessitam de quebra de dormência para uma melhor germinação. A quebra de dormência pode ser realizada através da escarificação física ou imersão em solução de ácido sulfúrico por 5 a 20 minutos. Após este processo, as sementes devem ser deixadas de molho em água por algumas horas antes do plantio.


Medicinal

* Indicações: Prisão de ventre, intoxicações, cefaléias, ansiedade, febre, artrite, problemas nervosos, hemorragias, refluxo ácido, reumatismo, afecções de pele, envenenamentos.
* Propriedades: laxante, emoliente, depurativa, desintoxicante, purgativo, estimulante da vesícula biliar, aperiente, vermífugo.
* Partes usadas: Sementes, polpa dos frutos, folhas, raízes.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bambu-mossô

Nome Científico: Phyllostachys pubescens
Sinonímia: Phyllostachys edulis
Nome Popular: Bambu-mossô, mossô
Família: Poaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Ásia
Ciclo de Vida: Perene


O bambu-mossô é um tipo de bambu com rizoma leptomorfo (rizoma de bosque), ou seja, não forma touceiras como a maioria dos bambus, mas permite que se ande pelos espaços abertos. Os que formam touceiras têm o rizoma paquimorfo (rizoma de moita). Originário da Ásia (China), veio para o Brasil durante a colonização, razão pela qual pode ser encontrado em muitos lugares do país, ainda mais considerando que se adapta aos mais diversos climas e altitudes. Sua floração dificilmente pode ser vista. Nesta espécie, ocorre a cada 67 anos. Algumas outra espécies demoram mais de cem anos. Logo após sua floração, todo o bosque ou touceira morre por gastar todos seus nutrientes.

O bambu-mossô prefere solos bem permeáveis e férteis, principalmente quando novos. Desenvolve-se melhor a sol-pleno e tolera interiores, desde que bem iluminados. As regas devem ser semanais. Reproduz-se pela emissão de novos colmos pelo rizoma, que interliga muitos colmos entre si. Por isso, os primeiros colmos são mais finos e à medida que o número de colmos aumenta, sua grossura e altura também aumentam. A grossura da base da nova brotação será sua grossura definitiva e, assim que soltar as primeiras folhas, não crescerá mais em altura.

Dificilmente desenvolve o rizoma quando plantado em vasos de interiores. Plantado em jardins, seu rizoma produzirá novos colmos e outros rizomas nos três primeiros anos. Em campo aberto, cresce até cerca de 10 a 20 metros em linha reta e vive em média 12 anos. Os exemplares curvilíneos que encontramos à venda são curvados pelas mãos humanas ainda novos para efeitos estéticos. Seus brotos servem de alimento na cozinha oriental, principalmente os desta espécie. O prato se chama take-no-kô e é facilmente preparado após duas fervuras com trocas da água. Após a segunda fervura, elimina-se a água, quando poderá receber o tempero a gosto ou a base de shoyu (molho de soja).

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Bico de papagaio ou Poinsetia

Nome Técnico:
Euphorbia pulcherrima Willd. ex Klotzsch)
Sin.: Euphorbia coccinea Willd, Poinsettia pulcherrima Graham e Euphorbia erithrophylla Bertol.

Nomes Populares :
Poinsetia, bico-de-papagaio, estrela-de-Natal
Família :
Angiospermae – Família Euphorbiaceae
Origem:
Originário do México.
Descrição:
O nome poinsétia foi dado em homenagem a Joel R.Poinsett, primeiro embaixador do Estados Unidos no México.
A planta foi introduzida nos Estados Unidos em 1828.

Planta semi-lenhosa, pode ser considerada uma pequena árvore ou um arbusto, podendo atingir de 1 a 4,0 m de altura.
Tem folhas grandes de 7 a 16 cm de comprimento, cor verde-escura, de consistência fina, em geral decíduas em locais de invernos mais frios.

Na ponta dos ramos formam-se brácteas coloridas de vermelho, ao redor da inflorescência compostas de pequenas flores verdes onde os estames amarelos são a atração.
Os cultivares desta planta apresentam brácteas em creme, brancas ou rosa.

Modo de Cultivo :
Necessita de sol e desenvolve-se bem em lugares mais quentes do país.

Na região central do Brasil os agricultores usam esta planta na divisa de propriedades.

O solo para cultivo da poinsétia deve ser solto e com boa drenagem, assim que a adição de areia ao canteiro ou substrato para os vasos é essencial.
Local ensolarado e regas regulares.

As plantas são de floração em dias mais curtos e em canteiros costumam florescer na primavera, mas os produtores conseguem produzir vasos com pequenas estacas para colocarem no mercado para o Natal, diminuindo a luminosidade do viveiro e produzindo em épocas diferentes.

A propagação é feita a partir de estacas de até 30 cm, retiradas após a floração da planta.
Coloque mais de uma em vaso ou saco com substrato úmido feito à base de areia e composto orgânico, cobrindo para manter a umidade.
Se preferir, use enraizador para acelerar a emissão de raízes.

Plantar depois em vaso com preparado de composto orgânico e areia em partes iguais.
Não esquecer de colocar brita no fundo do recipiente, também areia para facilitar a drenagem.

Para plantio em solo, fazer uma cova maior que o torrão da planta, colocar areia no fundo para garantir a drenagem, adicionar composto orgânico e adubo animal curtido e após acomodar o torrão, preencher as laterais com composto orgânico.
Adubações anuais devem ser feitas no início do inverno para preparar a planta para a próxima floração.
Use uma mistura de composto orgânico, adubo animal curtido, na proporção de 4:1 e NPK fórmula 10-10-10, 2 colheres de medida para 1 balde de mistura.
Revolva bem num balde e coloque ao redor da planta.
O restante espalhe no solo do canteiro para as outras plantas. Regue bem a seguir.

Pode aproveitar e podar a poinsétia, dando formato desejado.
Cuidar para usar mangas e luvas, pois a planta tem látex esbranquiçado corrosivo que pode causar alergia na pele.



Paisagismo:
Por muito tempo foi considerada planta pouco ornamental, cultivada em quintais. Aos poucos tomou seu lugar e hoje é disputada na época do Natal para enfeitar os jardins e as casas para as festas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ipoméia-Rubra (Típica trepadeira)

Nome Científico: Ipomoea horsfalliae
Nome Popular: Ipoméia-rubra, Trepadeira-cardeal
Família: Convolvulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Índias Orientais
Ciclo de Vida: Perene

A ipoméia-rubra é uma trepadeira semi-lenhosa e volúvel, de crescimento moderado. Ela apresenta folhas perenes, palmadas, com cinco a sete folíolos verde-escuros e brilhantes. Os botões florais se assemelham a pequenos frutos. As flores são grandes, em forma de funil e de textura cerosa. Na forma típica são de cor vermelho-bordô, mas ocorrem variedades de flores brancas-rosadas, roxas e rosas-arroxeadas, mais raras em cultivo. Elas têm estames longos com anteras de cor creme. As flores da ipoméia-rubra são muito atrativas para os beija-flores, abelhas e borboletas.

É uma trepadeira tropical vigorosa, própria para revestir grades, treliças, cercas ou pérgolas. Apesar de delicada no seu primeiro ano, após seu pleno estabelecimento, ela se torna bastante resistente. Também pode ser cultivada em vasos e jardineiras, desde que lhe seja oferecido suporte adequado. Apesar de apreciar o calor, esta trepadeira pode ser plantada em ambientes protegidos, como interiores e estufas, nos países de clima temperado a frio. A floração se estende da primavera ao outono.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Tolerante a podas drásticas. A ipoméia-rubra é uma planta bastante rústica e de baixa manutenção. As podas devem ser realizadas após o florescimento, para controlar o crescimento e estimular a próxima floração. Multiplica-se por estaquia ou alporquia dos ramos e por sementes.

domingo, 17 de outubro de 2010

Congéia - Congea tomentosa

Nome Científico: Congea tomentosa
Nome Popular: Congéia, Côngea
Família:
Verbenaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Índia, Malásia, Burma, Tailândia
Ciclo de Vida:
Perene

A congéia é uma trepadeira de ramagem lenhosa, ramificada, conhecida no mundo todo devido ao seu florescimento decorativo. Suas folhas são elíptico-ovaladas, opostas, tomentosas (pilosas), perenes, de cor verde clara e com nervuras bem marcadas. No fim do inverno e início da primavera a congéia floresce, exibindo numerosas flores brancas, pequenas e discretas, mas cada uma circundada por três brácteas em forma de hélice, muito vistosas e duráveis, que mudam de cor gradativamente, do rosa para o roxo e posteriormente para o cinza, ao longo de várias semanas. A floração é tão densa e abundante que mal se pode ver a folhagem.

A congéia é uma trepadeira muito vigorosa e exuberante, com textura delicada. Apesar de tropical, ela se encaixa em diferentes estilos de jardins, e pode cobrir cercas, grades, caramanchões, pérgolas, pórticos e coroar muros. Também pode ser conduzida como arbusto e cerca-viva. As podas, realizadas após o florescimento, auxiliam na formação e contenção da planta e estimulam seu adensamento. Os ramos floridos da congéia podem ainda ser utilizados como flor-de-corte em buquês e arranjos florais.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Para plantio em renques se recomenda a distância mínima de um metro entre as plantas. Trepadeira tipicamente tropical, aprecia o calor e não tolera geadas ou nevascas. Em países de clima temperado deve ser protegida no inverno em estufas. Multiplica- se por estaquia ou alporquia, após o florescimento, ou por sementes.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Orquídea Phalaenopsis (O nome Phalaenopsis deriva de “Phalaena”)

Natural das Filipinas
A Phalaenopsis é uma das mais belas e populares orquídeas e é produzida e cultivada em larga escala pela indústria brasileira. Por isto mesmo, existe hoje um grande número de híbridos, fruto do cruzamento de espécies em cativeiro.

O gênero Phalaenopsis tem características muito elegantes. Algumas variedades apresentam florações espetaculares, como por exemplo, a P. schilleriana, que comumente chega a ter mais de setenta flores em uma única haste floral. Mas esta espécie também é conhecida por sua belíssima folhagem verde escura, salpicada de cinza prateado, com folhas achatadas em forma de língua e flores róseas ou brancas, com até 7,5 cm de diâmetro.

Nos últimos anos, vários híbridos de Phalaenopsis têm sido criados para obtenção de flores de corte. Suas flores brancas tornaram-se populares para buquês de noivas.

Conhecida por se adaptar bem até em apartamentos de centros urbanos, a Phalaenopsis é uma planta que precisa de rega a cada 7-15 dias, dependendo da época e tolera bem temperaturas mais elevadas.

Phalaenopsis em seu habitat natural
Todas as espécies encontradas são nativas do extremo leste asiático. Fixadas nesta área, estendem-se por Burma, Ilhas Molucas e especialmente nas Filipinas.

O nome Phalaenopsis deriva de “Phalaena”, “Phalena” ou mariposa e “opsis”, “aparência de”; foi sugerido pelo botânico holandês Blume, quem a encontrou pela primeira vez em 1825 e a nomeou de Phalaenopsis amabilis, como a mariposa tropical Phalaena.

Phalaeonopsis são epífitas ou litófitas. As plantas crescem prendendo-se a ramos, troncos de árvore e rochas e quase sempre fixadas em lugares sombrios. Algumas espécies crescem bem próximo à praia, recebendo os respingos da água salgada do mar (o jardineiro que era encarregado de cuidar da coleção de orquídeas do Jardim Botânico da Inglaterra particularmente tinha grande sucesso no cultivo deste gênero. Colocava areia e cascalho de pedra nas prateleiras, onde periodicamente acrescentava pedras de sal próximo às plantas para evitar congelamento da água nas bandejas).

Três espécies, P. lowii, P. parishii e P. esmeralda são muito sensíveis nas condições do seu hábitat nativo, onde crescem em cima de pequenos arbustos e pedras limosas. Mas quando cultivadas em estufas, longe das drásticas mudanças climáticas, normalmente têm suas folhas conservadas integralmente.

As folhas têm textura de couro e podem ter até 46 cm de comprimento por 7 cm de largura. São suculentas, servindo de reserva de água e alimento. A maioria das espécies viceja na selva, onde a temperatura é naturalmente uniforme, entre 24 graus à noite e 35 graus durante o dia, com índices pluviométricos de 2.030 mm³ ao ano, e uma atmosfera quase sempre saturada de umidade, razão pela qual são desprovidas de bulbos.

As raízes crescem livremente e aderem a tudo que possam firmar-se, sejam árvores ou rochas. O cultivo em vasos impossibilita que as raízes fiquem soltas por fora do recipiente, desenvolvendo-se, assim, em meio ao substrato, o que retarda seu crescimento. A P. schilleriana e a P. stuartiana têm raízes de coloração prateada, largas e achatadas, algumas com crescimento muito extenso para captar alimento e prover a fixação.

O alimento é principalmente provido pela umidade atmosférica, bem carregada, que contribui para o enraizamento na parte inferior, e grande absorção pelas raízes aéreas e folhas.

Em seu hábitat natural as hastes florais ficam dependuradas em cascatas, sobre suas longas e pesadas folhas, e estão continuamente em floração. Após a floração mais hastes podem surgir da haste original. Se depois da primeira florada tiver caído a haste, esta voltará a produzir outras brotações florais. Se quiser usar as flores para decoração, corte a haste acima do nó mais alto. A planta irá então produzir uma nova haste secundária dentro de pouco tempo. Geralmente, em cultivo, as hastes são estacadas para cima.

Quando as condições são favoráveis, as plantas são capazes de produzir “keiks”, brotações nas gemas da haste floral. Com o crescimento da jovem planta, ela irá desenvolver suas próprias raízes. No hábitat é comum ver grandes colônias de plantas formadas de “keiks” florais já independentes, avançando ao longo dos galhos, produzindo suas próprias hastes florais.

Em algumas espécies, incluindo a P. violacea, a P. amboinensis e a P. mariae, após a floração, se fecundadas, irão formar uma cápsula de sementes, em que as sépalas e pétalas tornam-se espessas, de cor verde como as folhas, mas seguindo o mesmo caminho das funções de reprodução por sementes.

A condição natural do meio ambiente das Phalaenopsis provê à espécie temperaturas médias estáveis, alta umidade e bom sombreamento. Por ser uma planta delicada, deve preferencialmente ser cultivada em estufas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PRIMAVERA AGRAVA PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

videoA primavera enfeita as paisagens com a beleza e o perfume das flores... Mas cerca de 25% da população, que sofre de rinite alérgica, não costuma ficar tão feliz neste período. É que o pólen pode agravar algumas doenças respiratórias. E neste caso, alguns cuidados são importantes.


Reportagem: Maurício Rocha
Imagens: Itamar Castro
Edição: Teresa Silva
NTV Patos de Minas, MG

*VIDEO SOB RESPONSABILIDADE DE SEUS IDEALIZADORES

domingo, 26 de setembro de 2010

PlantaSonya - Plantando bromélias

Plantio em vasos:

De forma geral, as recomendações são as seguintes: espere que o broto atinja cerca de 8 cm, retire-o cuidadosamente da planta-mãe e plante-o num vaso contendo um substrato que deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco ou xaxim. É imprescindível que a mistura possibilite uma rápida drenagem.

1. Não enterre demais as bromélias, mantenha a base das folhas acima do solo.
2. Não use um vaso muito grande, pois há perigo de umidade excessiva nas raízes.
3. Não permita que a planta fique “balançando”, fixe-a bem, pois isto poderá danificar o desenvolvimento das novas raízes. Estaqueie a planta se necessário, até que as raízes estejam bem desenvolvidas.
4. Coloque sempre uma boa camada de cacos de telha ou pedriscos no vaso, que deve ser sempre furado nas laterais ou no fundo.

Regas – As bromélias gostam de ter suas raízes molhadas, mas sempre de forma bastante moderada e ligeira, o mais importante é molhar as folhas e manter sempre o tanque central com pouca água no verão. Quando a temperatura ambiente estiver muito alta, borrife com água as folhas, mas nunca sob luz solar direta e nas horas mais quentes do dia. Plantas de folhas macias apreciam ambiente mais úmido do que plantas de folhas rígidas.
Não regue demais, pois isso só faz com que as raízes e as folhas apodreçam. Coloque água somente quando o solo estiver ligeiramente seco e não deixe que ela se acumule no tanque (interior da bromélia) e nem no pratinho sob o vaso.
Luminosidade – Bastante claridade em luz difusa é a condição preferida pela maioria das bromélias. Em geral, plantas com folhas rígidas, estreitas e espinhentas, tal como folhas de cor cinza-esverdeada, cinza, avermelhada ou prateada, gostam de maior luminosidade durante maior período de tempo, em alguns casos até mesmo sol pleno. Plantas de folhas macias, de cor verde ou verde-escura, apreciam locais com menor intensidade de luz, mas nunca um local escuro. As Nidulariuns requerem pouca luz, enquanto as Neoregelias se encontram no outro extremo. O intenso e atraente vermelho translúcido encontrado em muitas Neoregelias desaparece quando a planta é transferida para um local de menor luminosidade. Como sintomas de pouca luminosidade, as plantas apresentam folhas escuras ou pobres em cor, freqüentemente macias, caídas e bem mais longas que o normal (estioladas). Como sintomas de excesso de luz, temos folhas amareladas, com manchas esbranquiçadas, ressecadas e até com verdadeiras queimaduras.

Adubação – As bromélias devem ser adubadas com muito critério. São extremamente sensíveis e absorvem os nutrientes com muita facilidade pelas folhas. Use um adubo químico de boa qualidade. Adube semanalmente durante os meses de maior intensidade de luz e calor (de agosto a abril). A relação NPK de 2-1-4 com traços de Magnésio parecem ser ideais. O Boro (Bo) deve ser evitado por causar queimaduras nas pontas das folhas, o que também ocorre no caso do excesso de Fósforo (P). Cuidado com o Cobre (Cu) que, mesmo em muitas pequenas quantidades, mata a planta. A quantidade de adubo foliar recomendada é de 0,5 g/litro de água usada em aspersão, de qualquer forma nunca supere 2 g/
litro.
Temperatura e unidade – As bromélias são plantas tipicamente tropicais, portanto, a maioria aprecia temperaturas elevadas e bons índices de umidade associados a local muito ventilado. As Guzmanias são as que menos apreciam temperaturas altas, e as Tillandsias as mais exigentes em arejamento, enquanto Vrieseas e Nidulariuns gostam de locais com bastante umidade.
Pragas e doenças – As bromélias, apesar de muito resistentes, são suscetíveis a pragas, fungos e doenças como todas as plantas, porém são muito sensíveis a fungicidas e inseticidas, pois absorvem esses produtos facilmente com seu metabolismo. Para combater cochonilhas e pulgões, utilize uma solução de fumo diluída em água. Retire as pragas com uma escova de dente. Para combater os fungos, utilize uma esponja macia e úmida, com sabão de coco dissolvido em água. Nunca utilize fungicidas à base de Cobre, como a calda bordalesa – lembre-se que o Cobre mata as bromélias. As bromélias são, com freqüência, atacadas por lesmas e lagartas. Tente eliminá-las manualmente. Caso necessite aplicar algum inseticida, o mais tolerado é o Malatol, cuja dissolução deve ser feita pela metade do indicado na embalagem. Lembre-se que a principal causa do ataque de pragas é o desequilíbrio ecológico. Convém lembrar, ainda, que as bromélias são plantas extremamente sensíveis ao ar enfumaçado ou poluído, pois absorvem elementos nocivos, depositados na água do cálice.

Floração – As bromélias florescem somente uma vez durante seu tempo de vida. Após a floração, a planta geralmente desenvolve uma brotação lateral que substituirá a planta que irá morrer. As bromélias atingem a maturidade e florescem em diferentes idades – de meses a dezenas de anos, dependendo da espécie e condições do ambiente, respeitando sempre uma determinada época do ano. Muitas vezes, uma planta não floresce em razão da falta de luminosidade ou outro fator ambiental como, por exemplo, a temperatura. Por outro lado, uma brusca mudança do ambiente pode provocar a floração numa planta adulta. A planta sente-se ameaçada e o instinto de preservação da espécie desencadeia a floração com a finalidade de gerar sementes e brotos laterais: tudo isso para assegurar a sua preservação. Dependendo da espécie, algumas plantas apresentam inflorescência extremamente exuberante, podendo ser de longa duração. Algumas duram meses, como Aechmea fasciata e a Guzmania denise, outras são breves, duram dias, como muitas das Billbergias.

domingo, 12 de setembro de 2010

IPOMÉIA (IPOMEA HORSFALLIAE)


O AZUL-bordô das flores que surgem na primavera e no verão faz com que esta trepadeira seja muito utilizada no paisagismo. Depois de bem enraizada - o que preferencialmente deve ser feito sob proteção de estufa, é espécie ideal para revestir grades, treliças e cercas. Mantém as folhas durante todo o ano, exceto em clima frio.

A HISTÓRIA DO GIRASSOL


Seu nome científico é Helianthus annus - o que explica sua imponência e porte majestoso: a palavra Helianthus significa "flor do sol". O formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso desta flor acrescentam vida e dinamismo aos ambientes. No jardim, os girassóis brilham majestosamente, exibindo sua intrigante rotação, sempre voltada para o sol. Trata-se de uma planta robusta e muito resistente, que produz flores na primavera e no verão, mas pode florescer o ano todo, especialmente sob temperaturas entre 18 e 30 graus.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Importância das Flores e dos Arranjos de Flores


Em épocas não muito distante, quando ainda não existia o e-mail, e o romantismo era mais comum, as flores eram utilizadas pelos namorados e pelas pessoas em geral para enviar mensagens com significados especiais que só as flores podiam revelar, conhecido hoje como delivery de flores.
Hoje em dia enviar flores e arranjos florais está se tornando um hábito comum tanto de homens como de mulheres. Além da beleza e perfume, o mais importante é a mensagem que carrega. Imagine você recebendo um arranjo de rosas vermelhas e sentir que ele ou ela te ama.

Se você deseja enviar flores com um significado especial veja abaixo a flor que mais se adapta ao sentimento que você pretende passar. Ao enviar um *bouquet ou um arranjo de flores, dependendo das flores que você optar o mesmo poderá ter um significado todo especial.

Obs: O *bouquet pode ser um ramalhete de flores, e o arranjo floral será formado por uma flor predominante, que terá alguns complementos criados na própria floricultura que vai se encarregar de entregar a sua "emoção".

Um Destaque para as rosas !


A ROSA, uma flor muito popular com vários signficados; Solitária, em forma de buquê ou arranjo de rosas coloridas; as ROSAS sempre expressam as emoções do "AMOR"

Rosa (de qualquer cor) "É sempre romântico e informa a presença do amor"

Rosa amarela significa "Felicidade, Amizade" oferecer para mulheres mais jovens

Rosa rosa significa "Amizade, Carinho", oferecer para mulheres mais jovens ou mais velhas

Rosa chá significa "Respeito, Admiração" e pode ser oferecida a mulheres de mais idade

Rosa branca significa "Pureza, Paz" oferecer para mulheres mais jovens

Rosa laranja significa "Fascínio, Encanto" e pode ser oferecida a mulheres de mais idade

Rosa champagne significa "Admiração, Reverência" para ser oferecida a mulheres de mais idade

Rosa vermelha É um modo direto de dizer "Eu te amo" significando Amor, Paixão

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pragas


A MELHOR FORMA DE EVITAR QUE SUAS PLANTAS ADQUIRAM AS INDESEJÁVEIS PRAGAS É PREVENIR.
EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE PRAGAS QUE ATACAM AS PLANTAS E, IREMOS A SEGUIR DAR ALGUMAS DICAS PARA VOCÊ EVITAR, TRATAR E INDENTIFICAR ALGUMAS.

ALGUMAS PRAGAS:

COCHONILHA: esta praga se apresenta em pequenos pontos brancos, pretos ou até mesmo marrons alojadas nas folhas e galhos, e elas atacam as plantas sugando a seiva.
Aconselha-se a retirada manual com algodão ou "perfex" embebido em álcool.

LESMAS/CARACÓIS/LAGARTAS: estas três pragas atacam a planta se alimentando das folhas, nos três casos aconselhamos a retirada manual. Use luvas, pois algumas lagartas podem queimar as mãos!

FORMIGAS: costumam se alimentar das folhas. O ideal neste caso é identificar o formigueiro, ficando assim mais fácil e eficaz o combate destruindo o formigueiro. Outra maneira é fazer um preparado com pimenta macerada e álcool e embeber este preparado em um pano tipo "perfex" e amarrá-lo no tronco da planta sem apertar demais.

PULGÕES: esta praga aloja-se nos troncos das plantas e deixam eles melados, muitas vezes aparecem também na folhagem. São pontos pretos, marrons e brancos, de tamanho pequeno e sugam a seiva da planta. Retire-os com pano e/ou algodão embebidos em álcool um a um. Algumas vezes é necessário repetir o procedimento durante algumas semanas dependendo de como a praga estiver proliferada. Borrifar as folhas e os galhos com calda de fumo + álcool, melhora a eficiência do combate.

SEMPRE VERIFIQUE AS FOLHAS, DE AMBOS OS LADOS, PARA MANTER O CONTROLE SOBRE AS PRAGAS. TAMBÉM É IMPORTANTE VERIFICAR O GALHOS E NOTAR SE ELES ESTÃO MELADOS OU SE APARECEM OS INDESEJÁVEIS PONTINHOS PRETOS, MARRONS OU BRANCOS (TIPO ALGODÃO).

A QUALIDADE DA TERRA COMPRADA TAMBÉM É MUITO IMPORTANTE, POIS MUITAS VEZES ELA JÁ ESTÁ CONTAMINADA. POR ISSO COMPRE SEMPRE TERRA DE BOA QUALIDADE, A ECONOMIA PODE CUSTAR CARO!

Informativo sobre a Dengue:


Considerando que as bromélias têm sido alvo de ataques pela sua associação com a dengue, a SBBr (Sociedade Brasileira de Bromélias) vem, através deste informativo, esclarecer algumas dúvidas sobre este assunto.

- A bromélia e o mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) não se conheciam na natureza antes de apresentados pelo homem.

- É fato comprovado que o Aedes aegypti tem preferência por recipientes artificiais com água limpa.

- A água com sedimentos orgânicos ou com matéria em suspensão é desprezada pelo mosquito.

- Na natureza, o complexo sistema ecológico estabelecido no tanque das bromélias, onde uma cadeia de vida se desenvolve, não permite a proliferação do mosquito.

- As bromélias chamadas tanque, quando acumulam água em sua roseta, podem abrigar ovos e larvas de insetos (mosquitos), caso esta água esteja limpa e estagnada. Visto que o ciclo larval do Aedes aegypti é de aproximadamente uma semana, recomendamos que a água do tanque seja renovada semanalmente, através do jato de água lançado por uma mangueira. Assim procedendo, larvas eventualmente existentes no tanque serão deslocadas para a terra, onde morrerão.

- Caso você possua muitas bromélias e a renovação da água for de difícil execução, pode-se pulverizá-las com calda de fumo, um inseticida natural eficiente e que não prejudica as bromélias. A fórmula é a seguinte:
Ferva por meia hora 20 g de fumo de corda picado em 1(um) litro de água. Coe e acrescente água até completar 1,5 l (um litro e meio) de calda. Aplicar uma vez por semana.

A SBBr (Sociedade Brasileira de Bromélias) e a COMLURB celebraram, em fevereiro último (2010), um convênio com o objetivo de avaliar diversos larvicidas para o controle do Aedes aegypti. Os resultados desses estudos são esperados para breve.

Introduzida nos jardins ou como planta decorativa de interior, um mínimo de atenção prevenirá a proliferação do mosquito através das bromélias. Esperando que este informativo tenha cumprido seu objetivo, colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários.

FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE BROMÉLIAS - SBBr

domingo, 7 de março de 2010

Bambu mossô (Phyllostachys pubescens)


Já pensou em cultivar bambu dentro de sua sala ou na varanda do apartamento? Parece incrível, mas dentre as cerca de 1.300 espécies de bambu existe uma que não forma touceiras, pode ser cultivada como planta isolada em vasos ou jardins e, ainda, resulta num visual muito exótico e interessante, obtido com técnicas especiais de cultivo. Estamos falando do bambu-mossô (Phyllostachys pubescens), que ganhou destaque nos últimos tempos com seu caule tortuoso e curvilíneo.

Pertencente à família das Gramíneas, o bambu-mossô é originário da Ásia. Aqui no Brasil, ele pode ser cultivado em qualquer região do Brasil, pois se adapta bem a qualquer tipo de clima.

O formato tortuoso do caule deste bambu não é natural, é obtido com a ação da técnica e da arte das mãos humanas. Ao que parece, tudo começou em função do próprio porte da planta, que na natureza chega a atingir 10 metros de altura. Para obter uma planta de menor porte, foi desenvolvida uma técnica para flexionar o caule do bambu-mossô e, assim, reduzir seu tamanho.

A técnica, descrita rapidamente, é a seguinte: quando a planta ainda está se desenvolvendo, retira-se as bainhas do caule (ou seja, as "cascas" que o revestem). Essa operação deixa o caule mais flexível e maleável, permitindo que ele possa ser conduzido com facilidade. Daí, é possível amarrá-lo e puxá-lo para a posição que desejamos, prendendo-o a algum suporte lateral. Após surgirem as primeiras folhas, a planta mostra sinais de que está entrando em sua fase de amadurecimento. É o momento em que o caule vai enrijecendo e assumindo o formato obtido com a amarração. Depois que assume definitivamente esse formato, a planta pode ser transferida para o local definitivo. Essa técnica é que cria as apreciadas curvaturas que caracterizam os caules do bambu-mossô e lhe dão uma aparência de "escultura".

Dicas de cultivo

Luminosidade: O ideal é o cultivo sob sol pleno, mas o bambu-mossô também pode ser cultivado em ambientes internos, próximo a uma grande janela ou à porta de vidro da sala, por exemplo, onde receba bastante luminosidade natural.

Solo: Recomenda-se solo fértil e com boa drenagem. A mistura de solo deve receber 1 parte de composto orgânico ou húmus de minhoca para aumentar a fertilidade.

Plantio: No jardim, o plantio deve ser feito em covas de 40 x 40 x 40 cm. Para o plantio em vasos, recomenda-se escolher os de bom tamanho, com diâmetro de 40 a 50 cm.

Regas: Não exagerar na quantidade nem na freqüência. Em média, regar uma vez por semana é suficiente.

Adubação: Aplicar fertilizante NPK 10-10-10, seguindo as orientações da embalagem, a cada 3 meses.

Dica: A planta se reproduz lançando os brotos a partir de um caule subterrâneo (colmo). Para evitar que o bambu-mossô se alastre pelo jardim, recomenda-se separar o colmo e plantá-lo, se desejar, em outro local.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Plantas para ambiente interno



Mesmo num pequeno apartamento ou num cantinho do escritório, é possível, de maneira simples e sem maiores despesas, o cultivo de plantas. Tudo o que você precisa fazer é escolher as que se adaptem às condições que o local tem a oferecer.

Devemos lembrar que elas terão de suportar um nível de luminosidade inferior ao que recebem no ambiente natural, contar com menos umidade e ter espaço reduzido para suas raízes (visto que serão cultivadas geralmente em vasos e jardineiras).

Podemos fazer uma classificação simplificada das espécies, de acordo com o nível de luminosidade. Se o vaso ou jardineira estiver próximo à janela poderá ser classificado com ensolarado (se estiver na face norte), meia-sombra (nas faces leste ou oeste) ou sombreado (na face sul).

A irrigação segue a mesma regra das plantas que estão ao ar livre. As regas não deverão ser mais espaçadas do que requer cada espécie, nem mais abundantes do que ela necessita, porque isso pode ocasionar o apodrecimento das raízes. É aí que temos que tomar um cuidado muito importante com relação à drenagem dos vasos e jardineiras, utilizando no fundo dos mesmos, argila expandida ou cacos de cerâmica, antes da colocação da terra, evitando assim o acúmulo de água nas raízes.


PLANTAS DE PLENO SOL - necessitam de 04 hora diárias de sol direto:

-Ixora (Ixora ssp);
-Buxinho (Buxus sempervirens);
-Azaléia (Rhododrendon spp);
-Onze-Horas (Portulaca ssp);
-Gerânio (Perlagonium ssp), dentre outras, estes são apenas alguns exemplos, pois a lista é extensa.

PLANTAS DE MEIA-SOMBRA - não recebem sol direto em nenhuma parte do dia, no entanto, precisam de pelo menos 04 horas diárias de luz indireta:

-Violeta-Africana (Saint-paulia ionantha);
-Antúrios (Anthurium andreanum);
-Peixinho (Nemanthus spp);
-Lírio-da-Paz (Spathiphyllum wallisi);
-Cheflera (Schefflera arborícola);
-Begônia (Begônia ssp), dentre outras.

PLANTAS DE SOMBRA - recebem apenas luz difusa, entre 04 e 06 horas por dia, sem sol ou claridade direta:

-Jibóia (Epipremnum pinnatum);
-Palmeira-Ráfis (Rhapis excelsa);
-Singônio (Singonium angustatum);
-Café-de-Salão (Aglaonema ssp);
-Maranta (Calathea spp);

O simbolismo das flores


AMARÍLIS - Orgulho

AMOR PERFEITO - Recordação

CAMÉLIA - Beleza, perfeição

CRAVO - Inocência

GIRASSOL - Altivez, fartura, vitória

LÍRIO - Pureza

ORQUÍDEAS - Uma mulher importante e refinada

MARGARIDA - Inocência, virgindade


PRÍMULA - Juventude

ROSAS:
Cor de rosa - amor
Branca - pureza e amor espiritual
Vermelha - paixão

VIOLETA - Fidelidade, lealdade, humildade

A dama das bromélias


As bromélias atraem quem admira o belo. Margaret Mee, artista plástica inglesa que viveu no Brasil durante 35 anos, dedicou-se durante grande parte de sua vida à reprodução de bromélias em aquarela. Ela fazia pinturas para o Instituto de Botânica de São Paulo, onde trabalhou na década de 60, e conseguia, como nenhum outro artista, mostrar a plasticidade dessa planta. Alem de pintar, Mee ajudou a classificar bromélias da Mata Atlântica e da floresta Amazônica. Em 1992, o Instituto reuniu 56 de suas aquarelas e as reproduziu no livro Bromélias Brasileiras - aquarelas de Margareth Mee.


Conta-se que, antes de deixar a América, Cristóvão Colombo queria encontrar um presente exótico para a Rainha Izabel de Castela. Depois de muito procurar nas matas, rochas e beiras de praia, o descobridor escolheu um abacaxi. A rainha adorou. E assim, por vias tão nobres, pela primeira vez uma bromélia colocou suas folhas cheias de espinhos na Europa.


Não tardou muito para que primas e irmãs do abacaxi, com lindíssimas inflorescências, virassem sucesso no continente de Colombo.

Jardins internos


A prática cada vez mais comum de transformar espaços internos em jardins decorre da procura frenética de soluções para problemas de privacidade, da busca de estética visual ou de simples desejo de poder ter um jardim dentro de casa.

A escolha correta de plantas transforma lugares, muitas vezes sem perspectivas, em jardins convidativos, aconchegantes e charmosos ou mesmo em bonitas composições com vasos, desde que se trabalhe com sensibilidade a geometria da área, levando em conta o tamanho e formato das espécies e elementos decorativos.

Um espaço vazio, não utilizado embaixo da escada, pode se transformar em lugar exuberante. A natureza vai para dentro de casa e propicia ao ambiente uma atmosfera suave.

Os cuidados com espaços internos destinados a jardins merecem atenção redobrada. A impermeabilização e drenagem precisam ser muitas bem feitas, para impedir umidade nas paredes. A escolha do substrato deve ser rigorosa e não deve exalar cheiros. A luminosidade também limita a seleção das plantas, pois o fato do jardim ser interno, não significa que podemos criá-lo sem luz. A aeração também é necessária, pois com baixa aeração aumenta a incidência de pragas e doenças.

Se o objetivo do jardim for impedir a visão de olhares curiosos para dentro de casa, devemos utilizar plantas como a pleomele e areca trianda, caso haja espaço suficiente. Se o objetivo for preencher espaços embaixo de escadas, as plantas devem ser menores. Nos corredores, devemos utilizar plantas mais esguias e verticalizadas e, para preenchimento do segundo plano visual, outras mais baixas.

O uso de pedras e pedriscos fazem um grande diferencial, principalmente se levarmos em conta a grande variedade de cores e tamanhos disponíveis no mercado. Forrando o chão ou como foco decorativo, as pedras são de utilização prática e valorizam os jardins internos.
No entanto, não só plantas e pedras preenchem os jardins. Os elementos decorativos personalizam cada projeto. Além das fontes, bastante procuradas, peças artesanais, esculturas e um grande número de novidades surgem a cada momento, dando-nos a oportunidade de inovar.

O projeto paisagístico deve refletir o gosto do cliente, mas o profissional irá orientá-lo para que se obtenha o resultado pretendido. O sucesso depende de agregar conhecimento técnico especializado em cada fase do processo, desde a elaboração conceitual do projeto, escolha das melhores espécies vegetais, preparo da terra, manuseio correto das mudas, localização criteriosa e informações sobre os cuidados na manutenção.

A maioria das casas tem pelo menos um vaso de plantas, mas podemos ir além. Os jardins têm o poder de mudar a atmosfera local, tornando os ambientes agradáveis e acolhedores. Basta soltar a imaginação e planejar as mudanças, com acompanhamento de um bom profissional.

Paisagismo e identidade


Definir como será o jardim de uma casa não é tarefa fácil. Elementos com estilo da casa, perfil do morador, ritmo de vida, clima da cidade, luminosidade do local, escolha de plantas e ambientação do espaço, são alguns itens que devem ser colocados no papel antes de visualizar os contornos deste ambiente. "O paisagismo é capaz de transformar uma construção, ele é a maquiagem final".

O primeiro passo é pensar nesta área já na edificação da casa. O projeto do jardim deve ser incorporado ao restante da casa, não pode ser decidido depois, para não haver o risco de ter uma casa perfeita, mas com jardins pequenos demais, simples e sem identidade.

O próximo passo é seguir o estilo do projeto, definir a localização e verificar o gosto do cliente. A escolha certa do lugar do jardim, o clima, a luminosidade e o tipo de planta que irá compor o visual são pontos primordiais para o sucesso do espaço.

As plantas são capazes de transformar o ambiente. Um local sem graça e com pouca 'vida' pode virar um jardim charmoso, elegante e convidativo. Isso também depende da escolha certa dos elementos decorativos. Esse espaço é capaz, inclusive, de mexer com os sentidos, estimular boas sensações, confortar os olhos e relaxar a mente, por isso, deve ser muito bem planejado.

Todas as etapas são importantes, desde as características do solo, o preparo da terra, porte das plantas, o manuseio das mudas, a manutenção do jardim, a praticidade na escolha dos itens, são etapas que parecem simples e indispensáveis, mas não podem ser esquecidas.

Atenção aos detalhes, eles fazem a diferença. Um dos segredos é trabalhar com contrastes. Folhas e flores com tons e geometria diferentes, mas sempre que o ambiente permitir, não existe uma tendência nessa área e que o importante é adequar o projeto ao perfil e ritmo de vida dos moradores.

Mesmo que a pessoa não possa investir num jardim, é importante ter ao menos alguns vasos de plantas na casa. O verde harmoniza o local, deixa-o mais acolhedor e humano, portanto, traga a natureza para dentro dos ambientes.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A árvore certa na calçada


Na onda do verde, do "plante uma árvore", boa vontade só não basta: é preciso saber escolher a espécie certa para plantar na calçada. Algumas delas, com o tempo, apresentam raízes indomáveis, que acabam destruindo calçamentos, esgotos, muros e até abalando os alicerces da casa. Também é preciso observar se a árvore escolhida não crescerá a ponto de atingir a fiação elétrica da rede pública.

As prefeituras costumam ter um serviço de orientação para cada local, vale a pena consultar e, depois cuidar da muda. E lembre-se: é bem possível que você precise da autorização da prefeitura para podar a árvore da calçada.

Para que ela sobreviva aos ataques dos pedestres que ainda não aprenderam a respeitar as plantas. Cerque a pequena árvore com uma armação de madeira, até que ela tenha tamanho para crescer sozinha.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dicas para embelezar o seu jardim


Em tempos de crise, os gastos com supérfluos são os primeiros a serem cortados. Baladas, restaurantes caros e viagens passam para segundo plano e dão lugar a passeios no parque e atrações gratuitas. Logo abaixo, na lista de cortes estão as despesas com o jardineiro. Pensando nisso, veja as receitas caseiras para acabar com as pragas e deixar seu jardim sempre florido e bonito - e o principal, sem gastar nem um centavo.

Água nelas!
A água é a chave para um belo jardim. Sem uma rega adequada as plantas não absorvem os nutrientes necessários para se desenvolver normalmente. O segredo para manter a terra sempre úmida é aguar o solo comedidamente todos os dias, pela manhã. Não se esqueça: a água é o bem mais valioso do planeta, portanto deve ser usada com inteligência e bom senso.

Aproveite os restos orgânicos:

Você sabia que sobras de alimentos podem ser muito úteis na adubação do seu jardim? Mas, não basta jogá-las na terra, pois isso pode prejudicar as plantas: é necessário fazer uma compostagem. Muito rico em nutrientes e minerais, o húmus formado por esse processo natural de decomposição se transforma em um poderoso adubo orgânico.

Aprenda a fazer:

Faça um buraco na terra e jogue os alimentos que normalmente iriam para o lixo, como folhas e talos de hortaliças, sementes e cascas de frutas e até sobras do almoço ou do jantar. Revolva bem e una à mistura folhas secas e restos de podas de plantas do seu jardim. Mantenha a compostagem sempre úmida e, uma vez por semana, torne a mexer a terra, pois o oxigênio auxiliará na fermentação e decomposição dos alimentos. De três a quatro semanas o adubo orgânico está formado.

Controle de pragas:

Antes de optar por fortes inseticidas que acabam com as formigas – e também com as joaninhas e os passarinhos –, faça o seguinte: embeba um pão de forma no vinagre e coloque-o na trilha dos insetos. As formigas levarão o alimento, que logo estará embolorado, para dentro do formigueiro. O fungo destruirá a colônia.

Você já deve ter se deparado com pequenos pontinhos pretos ou brancos nas folhagens ou caule de plantas. São os pulgões e as cochonilhas, respectivamente. Os insetos se multiplicam rapidamente e deixam a planta fraca. Para acabar com eles, água com sabão de coco. Dissolva 100 g do sabão em 10 litros de água quente, espere esfriar e, com uma esponja macia, passe a solução delicadamente nas folhas. É tiro e queda!

Como conservar as ferramentas do jardim


A melhor maneira de conservar suas ferramentas de jardinagem sempre novas é usá las constantemente: no caso de instrumentos de aço, por exemplo, o atrito com a terra desgasta a camada de ferrugem e oxidação, tornando menor a probabilidade de as peças estragarem. Além disso, é importante manter os equipamentos limpos, longe da umidade e protegidos contra a ação do tempo (chuva e sol).

Muitas ferramentas, como o ancinho, a vassoura para grama, o garfo de jardim para afofar a terra e as enxadas, podem ter cabo de madeira. Lembre-se de que a madeira não deve ser molhada e conserve-a envernizada ou pintada com tinta a óleo, para não pegar umidade nem apodrecer. Peças em inox com cabos plásticos, como colher para escavar a terra ou pancinho (uma peça que combina pá e ancinho), podem ser lavadas normalmente, com água e sabão. Equipamentos em aço devem ser limpos e lubrificados com óleo de máquina, após o uso. Dessa forma, são conservadas as tesouras para grama e poda, a pá compacta, a enxadinha. Ferramentas mais antigas duram muito tempo quando recebem uma leve camada de verniz, após serem lixadas. Evite, no entanto, que o verniz atinja seu corte.

Adubo orgânico: Uma solução econômica e natural



Você pode recuperar um solo cansado sem nenhuma despesa, usando apenas composto orgânico preparado na sua própria casa.

Ele é um adubo natural, de alta qualidade, conseguido através da decomposição de detritos orgânicos, como cascas de árvores, folhas mortas, aparas de grama, restos de comida e até papel, Você só não poderá aproveitar vidros e plásticos, porque esses materiais não se decompõem, Também é bom não usar alumínio e outros metais que demoram muito tempo para se deteriorar.

Para acelerar o processo, procure misturar detritos fibrosos, de difícil fermentação, como papelão, cascas de ovos trituradas, serragem, ervas daninhas e folhas mortas com os chamados detritos inoculantes, de rápida fermentação, como esterco, farinha de ossos, farinha de sangue, torta de algodão e torta de mamona. O ideal é usar uma parte de material inoculante para três partes de produtos fibrosos. Assim, depois que o material escurecer, ficar uniforme e sem cheiro, já poderá ser agregado à terra do jardim, vasos e jardineiras, para dar nova vida ao solo e, consequentemente, deixar suas plantinhas mais bonitas e saudáveis.

É fácil construir uma composteira

Para todos os detritos se decomporem com rapidez é necessário que fiquem em contato com a terra e com o ar, a fim de não apodrecerem, provocando cheiros desagradáveis.

A melhor solução é construir uma composteira com tijolos ou madeira, mas sem fundo e com a parte frontal removível, para facilitar a mistura e a remoção do material. Uma caixa quadrada com aproximadamente 1 metro de largura por 1 de altura é suficiente para se produzir boa quantidade de composto orgânico.

Depois, é só ir colocando os detritos disponíveis, sempre em camadas de 10 ou 15 cm, alternadas com uns 5 cm de terra. Molhe bem a composteira e cubra com outra camada de terra de jardim. Semanalmente, revolva todos os detritos para que o processo de decomposição seja uniforme. Se não chover, molhe a mistura para repor a água evaporada,

Depois de, três ou quatro meses, ela estará escura e uniforme e você terá um composto orgânico de qualidade para aumentar a fertilidade do solo, sem usar produtos químicos.

A chegada da primavera


Há espécies de plantas, como as primaveras e azaléias, que florescem durante o inverno, quando atingem o máximo de sua beleza. São entretanto exceções pois a maioria das plantas permanece em repouso nos meses mais frios, pedindo cuidados especiais para recomeçarem um novo cicio de vida.

A chegada da primavera é o momento ideal para aparar ramos de plantas floríferas, podar raízes, trocar de vasos, tirar mudas de plantas perenes e semear as espécies anuais. Sem contar que você não deve esquecer de tratar o solo de canteiros e vasos, aplicando fertilizantes que asseguram um rápido e saudável desenvolvimento dos novos brotos.

Cuidando da terra, os brotos crescem fortes

Se você pretende reenvasar suas plantas, é uma ótima oportunidade para renovar totalmente o solo. Mas no caso de mantê-las no mesmo recipiente ou no canteiro do jardim, basta fazer um tratamento parcial. Acrescente ao solo um pouco de adubo orgânico (estrume de curral, resíduos vegetais ou farinha de ossos), para ser assimilado lentamente pelos vegetais.

Quanto aos vasos que permanecem dentro de casa, é preferível usar um adubo químico, que também é eficiente, não apresenta cheiro desagradável e evita o aparecimento de insetos. Eles são preparados com diversas concentrações, mas os mais indicados para folhagens e plantas floríferas em geral obedecem à fórmula 6-12-6 (6 partes de nitrogênio, 12 partes de fósforo e 6 partes de potássio).

Para renovar o solo de seu vaso por completo, você vai ter que fazer uma mistura adequada ao tipo de planta que está tratando. Em caso de dúvida, é melhor optar pela mistura clássica de solo, que pode ser encontrada em qualquer loja especializada em jardinagem.

Como secar flores para fazer lindos arranjos


Existem vários métodos para você secar flores e compor lindos arranjos para sua casa. Além de duráveis, eles podem ser feitos com espécies que você colhe no seu próprio jardim. Veja como é fácil!

Secagem no varal
Ótimo para flores do tipo mosquitinho, sempre-viva, perpétua-rosa e agerato, este método é muito prático. Basta colher as flores na sua tonalidade definitiva, formar pequenos maços amarrados com fita plástica ou arame flexível e pendurar num varal improvisado dentro de um armário escuro. Em duas ou três semanas, as flores estarão sequinhas.

Secagem com sílica gel
Ideal para espécies mais delicadas, como rosas, zínias e crisântemos. Este produto absorve 400% de água das pétalas e se constitui de cristais azulados que se tornam rosa depois de absorverem a umidade. Oferecem a vantagem de reaproveitamento, depois de secados no forno, assumindo novamente a cor azul. O processo é simples: providencie uma lata que possa ser bem fechada, corte as hastes das flores deixando um cabinho de 2 cm e cubra o fundo da lata com 1 cm de sílica gel. Disponha as flores e, em seguida, vá colocando mais sílica até cobrir as flores. Feche e lacre com fita adesiva. Depois de quatro a seis dias, as flores estarão secas. Então, retire-as da lata, limpe o pó e providencie hastes de arame.

Secagem com bórax
Este produto, misturado com areia ou fubá, é ótimo par qualquer tipo de flor. Junte uma parte de bórax com quatro de areia ou fubá e 1 colher (de sopa) de sal par cada 250 ml de mistura, Leve-a ao sol para secar
depois use-a da mesma maneira indicada para a sílica, gel. Entretanto, saiba que este processo é um pouco mais demorado, embora resultado seja o mesmo.

Colecione plantas


É necessário gostar de plantas e ter vontade de desenvolver suas próprias espécies.

Antes de adquirir a planta, verifique o local e as condições de temperatura onde ela será cultivada. Há plantas que são ideais para o interior da casa, como dracenas, filodendros e gloxínias. Outras gostam de ambientes externos, como trepadeiras, açafates e gerânios.

Quanto melhor o ambiente natural da espécie for imitado, mais sucesso é garantido no seu cultivo.

Se você dispõe de tempo, opte por espécies que precisam de mais cuidados, como orquídeas, violetas, begônias e avencas, por exemplo. Agora, se seu tempo for limitado, prefira plantas resistentes, como cactos e palmeiras.

Procure saber o máximo sobre a planta escolhida. Para isso, leia revistas e livros especializados e fale com pessoas entendidas no assunto.

Olho clínico é essencial! Observe planta por planta, prestando atenção em:

Folhas murchas: conseqüência do apodrecimento da raiz. Folhas amareladas e caídas: sintoma de superirrigação.

As folhas começam a ficar menores: sinal que está na hora de trocar de vaso.

Plantas murchas e folhas caindo: pode ser que ela não esteja recebendo luz suficiente. Troque a planta de lugar e leve-a para um local mais ensolarado.

Sempre que trocar ou comprar uma planta nova identifique-a imediatamente. Assim, terá uma coleção organizada e com os nomes corretos.

Deixe seu jardim bonito com alguns cuidados simples


1. Remexa a terra para deixá-la fofa. Enquanto estiver fazendo isto, misture adubo orgânico.

2. Retire todas as impurezas: ervas daninhas, raízes mortas, torrões de terra seca.

3. Para melhorar a qualidade do solo, você pode fazer uma mistura básica:
Misture uma porção de areia, com uma porção de terra e uma porção de terra vegetal. Para cada 5 litros de mistura básica acrescente: 1 colher de sobremesa de farinha de ossos, uma colher de sobremesa de farinha de peixe e uma colher de sobremesa de nitrato de potássio.

4. Adicione a mistura a sua terra e mexa bastante.

5. Para corrigir ainda mais o solo, acrescente areia em solos argilosos e compactos ou terra em solos arenosos.

6. Escolha as plantas de acordo com o tipo do seu jardim: se bate sol ou fica mais na sombra, se é grande ou pequeno, etc. Peça ajuda ao seu fornecedor de mudas.

7. Para plantar as mudas, faça um buraco de bom tamanho, retire o plástico da muda e coloque o torrão dentro do buraco. Coloque aquela mistura básica em torno do torrão.

8. Para plantas com caules finos e altos, coloque um bambu ou um cabo de vassoura para apoiar a planta. Amarre delicadamente a planta ao bambu (estaqueamento).

9. Para regar suas plantas, dê preferência para as primeiras horas do dia. Evite molhá-las quando o sol estiver forte.
Para vasos com plantas com caule regue por cima com um regador fino até que a água saia pelo furo da drenagem do vaso.
Para vasos com plantas que cubram toda a superfície do vaso, encha de água o prato que fica sob o vaso.
Para jardins e canteiros use mangueiras com irrigadores de pressão.

10. Sempre retire as folhas secas, murchas e doentes, com uma tesoura de poda. Deixe as flores murchas pois elas viram frutos.

11. Combata as pragas, pulverizando inseticidas vendidos nas casas do ramo.

12. Quando as raízes atingem um tamanho muito grande para o vaso que estão ocupando, você tem que mudá-la para um vaso maior. Solte a planta do vaso antigo com a ajuda de uma pá. Segure firme o caule e bata com o vaso na beirada de uma mesa para que o torrão se solte. Replante como ensinado no passo 7.

Cuide da saúde de suas plantas


É muito fácil cuidar de um jardim, mas os jardineiros e entendidos fazem um tal mistério que, por vezes, uma pessoa sem prática desanima ao ver murchar ou morrer uma ou outra de suas plantas.
Mas, se você assimilar alguns conselhos práticos, verá que depois de algum tempo eles passarão a funcionar automaticamente e seu jardim começará a ser bem cuidado.

Veja aqui como regar
Quando molhar os canteiros não dirija jatos fortes de água sobre o chão próximo das raízes das plantas. Se elas forem superficiais você poderá desenterrá‑las ou deixá‑las expostas, o que prejudicaria a planta.

Depois de muitos dias de seca, quando as folhagens se mostram cheias de pó, espere o pôr-do-sol e dirija jatos finos de água sobre as folhas das plantas até que fiquem bem limpas. Use de preferência um vaporizador. Jamais molhe as plantas por cima quando houver sol, pois podem murchar e amarelecer.

No inverno, cuide de molhar as plantas de interior mais delicadas com água na temperatura ambiente. Nunca regue as plantas com água muito fria.

Os adubos e venenos
Não coloque adubo junto às raízes ou folhas das plantas. Faça um sulco ao redor, não muito profundo, despeje o adubo ali. Regue logo depois. Adubos líquidos devem ser aplicados sempre em terra previamente molhada.

Ao comprar um produto para combater as pragas que costumam assolar os jardins procure sempre ler e seguir as instruções da embalagem. O mesmo veneno que mata gafanhotos não serve para acabar com as formigas, pulgões, besouros e tatuzinhos. Para lesmas use veneno em iscas que deve ser colocado onde aparecerem os rastros das lesmas. Não molhe a terra onde colocou o veneno por 24 horas para não atenuar ­seu efeito.

Um velho costume que dá resultado é jogar água-de-fumo sobre os pulgões das roseiras, coléus e violetas. Proceda da seguinte forma: pique cigarros ou fumo de rolo e coloque os pedacinhos numa vasilha com água. Depois de dois dias, o fumo estará curtido. Coe o caldo num pano e passe a mistura com cotonetes sobre os insetos, que desaparecerão imediatamente.

Os meses sem “r"
Uma maneira simples de saber quando se devem podar as plantas é recorrer à sabedoria popular. É ela quem ensina que a época mais indicada são os meses sem "r" maio, junho, julho e agosto, quando os dias são mais curtos e há menos luminosidade.

Além disso, nos meses de inverno as plantas se retraem, ficam em descanso e por isso, a seiva circula menos. Dai a razão de ser esta a época destinada à poda. No fim do inverno elas começarão a brotar para florir na primavera.

Cuidado elas são frágeis!



Mudar de casa não é assim tão divertido. Além dos dissabores que envolvem essa tarefa o transporte de plantas constitui também um grande desafio, muito maior do que o seu cultivo.

Quando você tiver que mudar de residência, levando consigo suas plantas, tenha um cuidado muito especial, pois no fim dessa viagem elas poderão estar seriamente danificadas.

Existem certos cuidados, importantes quando você estabelece que terá de transportar, suas plantas. Não custa nada observá‑los para terminar esta tarefa e ter suas plantas em perfeito estado.

Portanto, use bastante jornal para calçar os vasos. Antes de colocá‑los no veículo que fará o transporte, regue fartamente e cubra o solo dos vasos (em torno do caule) com papel de jornal. Molhe-o também, deixando-o bem umedecido; isso ajudará a deixar o solo no lugar.

No caso das plantas altas, mantenha os vasos juntos, pois elas servirão de suporte umas ­para as outras, impedindo que se curvem. Para os cactos, envolva-os também com jornal e faça um cilindro com um papel mais grosso em torno do vaso. As plantas baixas em vasos pequenos, como as violetas-africanas, devem ser acondicionadas em caixas largas e altas, e os vasos calçados com papel, para que as plantas não fiquem muito próximas umas das outras.

Se a viagem for longa, provavelmente as plantas vão sentir o efeito da falta de luz; para resolver este problema, alguns dias antes do transporte, coloque-as em lugares menos iluminados, a fim de que elas se adaptem gradativamente.

Se você pretende transportar as plantas em seu próprio carro, coloque-as num canto em que não perturbem a visão do motorista, e não bloqueie as portas com os vasos. No caso dos cactos e vasos pesados, procure deixá-los em lugar firme, evitando a queda e a trepidação.

Se as plantas vão ser enviadas por transportadora, além dos cuidados de embalagem acima descritos, escreva nas recomendações como “cuidado frágil", “cuidado, não virar”. E boa viagem!

Como identificar um autêntico bonsai


A arte do bonsai nasceu na China e chegou ao Japão junto com a difusão do Zen-budismo, filosofia que valoriza a contemplação e o amor à natureza. Seus adeptos acreditam que, quanto mais energia a pessoa economiza, mais ela poderá viver. O cultivo do bonsai segue esta idéia. Mantidas pequenas, as árvores diminuem sua atividade preservando, assim, o seu esplendor

Mas um bonsai não deve ser reconhecido somente pelo tamanho reduzido. A naturalidade é a sua máxima característica, ou seja, ele deve ter o mesmo aspecto e proporções de uma árvore adulta. Para conseguir este resultado é preciso respeitar a sua natureza e selecionar uma espécie adequada, já que as flores e os frutos não diminuem, somente os galhos e o tronco podem ter seu tamanho reduzido por meio das sucessivas podas. Isso quer dizer que nem todas as espécies servem para fazer um bonsai. É o caso, de abacateiros e outras espécies que têm frutos graúdos.

Além da poda, todos os galhos devem ser amarrados. A amarração é uma técnica utilizada para dar o formato desejado à planta. De acordo com a espécie e os cuidados que ela exige, a formação de um bonsai pode levar décadas.

Apesar da técnica exigida, o cultivo do bonsai é um dos hobbies que mais cresce no mundo. O ser humano está precisando de contato com a natureza e consigo mesmo. O bonsai faz essas aproximações. Cultivar um bonsai significa ter dedicação. Ele precisa de ar livre e muita luz natural, uma varanda iluminada na maior parte do dia já ajuda, e rega diária. Se você pretende dominar a técnica, um curso sobre o assunto é essencial. Mas, se a intenção é apenas ter um em casa, compre a muda de um produtor experiente e procure o acompanhamento de um bonsaísta na época das podas.

Água na dose certa: suas plantas agradecem


Toda vez que você rega suas plantinhas percebe que elas ficam mais viçosas e resistentes. Mas quando a água é demais, elas parecem que vão se afogar: murcham e perdem a vida. Como saber então, qual a quantidade certa de água que a planta necessita?

Na verdade, não existem regras fixas. Tudo vai depender da planta e da época do ano. Durante o verão, por exemplo, ela perde muita água por causa do calor. As regas nesta estação devem ser feitas mais freqüentemente. Por outro lado, épocas em que a temperatura é naturalmente fresca dispensam um controle tão rígido. Além disso, lembre-se de que as próprias plantas diferem na quantidade de água que precisam para sobreviver.